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13/06/2009
Sobre a ansiedade
A ansiedade é talvez o distúrbio psiquiátrico com o maior número de manifestações físicas que podem gerar confusão e dúvida tanto no paciente como no profissional que o avalia.

A ansiedade é uma resposta normal, fisiológica do organismo, a estímulos externos, a estressores externos. Acredita-se que o corpo humano, frente à adversidades como ameaça por animais hostis, tenha desenvolvido adaptativamente ao longo dos milênios respostas que facilitariam um combate ou uma fuga, como aceleração dos batimentos cardíacos, sudorese, contração muscular facilitada, sensação de ansiedade subjetiva, etc. Hoje os estímulos externos são outros, não precisamos fugir de animais que nos devorem mas temos que enfrentar provas, reuniões, desafios, trabalho, trânsito, e assim por diante. Entretanto, quando tais respostas são desencadeadas de forma inadequada ou quando a intensidade desta resposta é grande demais faz-se a suspeita de ansiedade patológica.

A questão em relação à ansiedade é que os sinais e sintomas físicos indicam que o organismo está sob estresse; a ansiedade normal funciona para isso, para ajudar o organismo em estresse. Mas esse estresse pode ser decorrente também de outras patologias clínicas. O que isso quer dizer: podemos ter os mesmos sinais e sintomas se estamos patologicamente ansiosos ou se temos algum distúrbio cardíaco ou endócrino, por exemplo. É muito difícil distinguirmos uma coisa da outra apenas pela história clínica.

É por esse motivo que é sempre importante que se faça uma avaliação física na busca de patologias do corpo antes que se chegue ao diagnóstico de ansiedade patológica, a não ser que este diagnóstico esteja muito evidente. Ajudam nesses casos avaliações cardiológicas, eletrocardiogramas, dosagens hormonais e quaisquer outros exames que o médico julgar necessário de acordo com a história, a idade e antecedentes familiares do paciente.

Uma vez feito o diagnóstico de distúrbio da ansiedade, o tratamento do mesmo pode dividir-se em 3 partes:

a) medicação: geralmente antidepressivos e benzodiazepíncos (calmantes) são as medicações mais comumente empregadas, quando o psiquiatra ou o clínico julga necessário utilizá-las;
b) psicoterapia: fundamental para saber a origem da ansiedade e como lidar com ela; a associação medicação + psicoterapia tem ótimos resultados;
c) mudança de hábitos de vida: exercícios físicos, acupuntura, yoga, otimização dos horários de trabalho, higiene do sono, criação de “áreas de lazer” na grade horária semanal. Tais mudanças também são fundamentais para auxiliar o indivídua a ficar menos ansioso.
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Psiq - Todos os direitos reservados - Dr. Alexandre Loch - Tels.: 11 3881-2009 - alexandre.loch@usp.br