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12/06/2009
O que fazer com a depressão?

O primeiro passo é o reconhecimento do transtorno, a suspeita de que algo está errado com o seu estado de ânimo, com seu humor. Com a grande disseminação de informações pela internet, televisão, rádio e outros meios como jornais e revistas, as pessoas tem estado mais alertas para estados de humor patológico como a depressão. Entretanto há um número de pessoas que ainda reluta em procurar um psiquiatra, um clínico geral ou um psicólogo para ter orientações sobre o possível diagnóstico de depressão. Assim o primeiro degrau é a suspeita de que se precisa de ajuda.

O segundo passo é a procura de um profissional especializado para o diagnóstico. Às vezes é difícil reconhecer o que seria uma tristeza normal e o que seria um humor depressivo patológico, que necessite de uma intervenção medicamentosa, mesmo para o psiquiatra. Portanto, o primeiro passo é a procura de um especialista para que uma entrevista adequada seja feita, com a própria pessoa e se necessário com familiares também, para o correto reconhecimento do transtorno, para o diagnóstico.

Tendo detectado a necessidade de ajuda e tendo sido feito o diagnóstico, o terceiro passo é o tratamento.

Ele pode ser realizado basicamente de 3 maneiras; a primeira (e fundamental) é o tratamento medicamentoso. Hoje em dia existe uma gama enorme de medicações anti-depressivas, cada qual com seu perfil de efeitos benéficos e de efeitos colaterais. Há casos em que é necessária a troca de medicação várias vezes antes que o anti-depressivo correto seja encontrado. Portanto, se está havendo muitos efeitos colaterais ou se não há melhora, converse com seu psiquiatra para uma reavaliação, pois sempre existem opções para reverter isso.

Outra modalidade de tratamento que deve ser associada é a psicoterapia. Desde que Freud a ‘inaugurou’, no começo do século, muitas linhas se desenvolveram. Hoje em dia as linhas de psicoterapia são diversas; psicanálise freudiana, lacaniana, junguiana, psicodrama, cognitivo-comportamental, são todos exemplos de linhas de psicoterapia.

Geralmente não há uma indicação específica para uma determinada linha; se há uma regra, ela deve ser que a pessoa tem que se sentir à vontade com o terapeuta e com a linha que ele segue.

Medidas secundárias também tem grande importância para alguns casos de depressão. Elas incluem exercício físico, acupuntura, yoga, relaxamento, etc.

O curso da depressão deve ser sempre monitorado para possíveis mudanças de conduta; troca de medicação, opção por outras orientações, etc. Assim, o quarto passo, a manutenção, inclui reavaliações constantes para prevenir recaídas.

Resumindo:
1) reconhecimento;
2) diagnóstico;
3) tratamento medicamentoso e psicoterápico, prática de medidas secundárias;
4) manutenção.

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Psiq - Todos os direitos reservados - Dr. Alexandre Loch - Tels.: 11 3881-2009 - alexandre.loch@usp.br