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06/10/2008
Outros
Aqui você lerá sobre:
1. Fobias
    a) fobia social
    b) fobia específica
2. Transtorno de personalidade anti-social
 
 
 
1. Fobias
As fobias são os distúrbios mais comuns nos E.U.A. Acredita-se que entre 5 e 10% da população é afligida por tal distúrbio. O não-diagnóstico do distúrbio é comum e pode gerar depressão, distúrbios de ansiedade e abuso de álcool, entre outros problemas, uma vez que sem diagnóstico o indivíduo não busca ajuda e o mal se torna crônico, afetando bastante o funcionamento dele.

A fobia é um medo irracional diante de um determinado objeto ou situação, que provoca na pessoa uma esquiva (ou evitação) consciente ao estímulo gerador da fobia; tal evitação é reconhecida por ela como sendo excessiva.

Além da agorafobia, há a fobia específica e a fobia social;
a) Fobia social: para a fobia social, existe um medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais ou de desempenho, onde a pessoa teme ser exposta a pessoas estranhas ou à opinião/crítica das mesmas. A pessoa teme em agir de um modo humilhante ou embaraçoso para si própria.

A exposição a essa situação gera uma quantidade excessiva de ansiedade; esta reação é reconhecida como excessiva pela pessoa e então tais situações são evitadas.

Na prática tais situações incluem o medo de falar em público, medo em encontrar parceiros do sexo oposto, medo de urinar em locais públicos. O medo é vivenciado de tal forma que sua intensidade atrapalha o decorrer normal da vida da pessoa. A fobia social pode ser localizada, restrita a determinadas situações, como por exemplo a pessoa que apresenta os sintomas fóbicos apenas em palestras, ou generalizada, quando qualquer tipo de exposição gera ansiedade.

b) Fobia específica: a fobia específica é o transtorno amplamente divulgado como “fobia”. O quadro constitui-se de um medo irracional e persistente na presença de baratas, de insetos, de elevadores, de injeção, etc. A exposição ao objeto ou à situação geradora de fobia gera uma enorme ansiedade podendo levar a um ataque de pânico. É importante frisar que o diagnóstico permanece o de fobia específica, sendo os ataques de pânico secundários ao estímulo (e não diagnosticar, neste caso, “fobia específica + síndrome de pânico”).

Á exemplo da fobia social, a pessoa procura evitar, equivar-se ao estímulo fóbico, caso contrário há uma vivência de intensa ansiedade.

Nos manuais diagnósticos há uma subdivisão para os tipos de fobias específicas;
- tipo animal: baratas, aranhas, insetos,…
- tipo ambiente natural: altura, tempestade, água,…
- tipo sangue-injeção-ferimentos;
- tipo situacional: aviões, elevadores, locais fechados,…
- outros tipos.

Para a fobia social é comum a utilização de antidepressivos para a atenuação de sintomas ansiosos; antagonistas beta-adrenérgicos, como por exemplo o atenolol, também podem ser usados um pouco antes dos estímulos fóbicos. A psicoterapia também é de vital importância para o desvendamento de possíveis conflitos inconscientes.

Para a fobia específica é clássica a utilização de psicoterapia cognitivo-comportamental, com técnicas de exposição ao estímulo que está gerando a fobia. Outras linhas orientadas para o insight, como a psicanalítica, também são bastante úteis. O emprego de medicações também pode ser feita, mas usa-se mais anti-depressivos e calmantes (benzodiazepínicos).
 
2. Transtorno de personalidade anti-social
Pessoas com o transtorno de personalidade em algumas culturas são conhecidas comumente como ‘psicopatas’. O quadro constitui de atos anti-sociais e criminosos contínuos, e uma incapacidade de conformar-se às normas sociais. Roubam, burlam regras, agridem pessoas, envolvem-se em brigas com facilidade, lesam instituições, e não apresentam sinais de arrependimento ou sinais de que realmente se importaram em cometer esses atos.

Geralmente aparentam ser pessoas normais e até cativantes, entretanto suas histórias revelam mentiras, faltas à escola, brigas, fugas de casa, malstratos a animais, abuso de drogas e outras atividades ilegais. Apresentam uma notória ausência de ansiedade ou depressão (”ausência de sentimentos”) perante a eventos vitais e suas próprias explicações do comportamento anti-social fazem-no parecer algo impensado, banal.

Mesmo com toda essa gama de comportamentos não apresentam distúrbios na percepção da realidade; na verdade o inverso ocorre, eles muitas vezes têm uma percepção acentuada da realidade que os circunda, ou seja, têm uma crítica boa do mundo que os cerca. Não apresentam também pensamentos irracionais, ou outras suspeitas de atividade delirante.

Uma das personas do transtorno de personalidade anti-social são os vigaristas; são bastante manipuladores, capazes de convencer pessoas a agirem conforme seus desejos, levando muitos a se envolverem em atividades perigosas. Eles geralmente não falam a verdade e têm um senso moral distorcido.

Outra figura comum pertencente ao grupo dos anti-sociais são os assassinos em série (”serial killers”). O que é notável nessas pessoas é a impulsividade, geralmente para comportamentos violentos, e a falta de remorso com relação aos seus atos. Uma boa parcela dos assassinos que ganharam popularidade na mídia brasileira são exemplos de indivíduos com distúrbio de personalidade anti-social. Abuso do marido ou esposa, promiscuidade, direção sob efeito de álcool são algumas das atividades danosas nas quais tais pessoas se envolvem.
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