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07/10/2008
Sintomas psicóticos na população geral
A psicose e seus sintomas são as características que talvez mais marquem a psiquiatria, mais a definam. Ela se define principalmente como a aparição de sinais e sintomas que traduzam uma falta de contato com a realidade, com o senso comum. Alucinações visuais, alucinações auditivas e delírios são seus principais representantes sintomáticos. “Ver vultos”, ouvir vozes que não existem, ter a certeza (crenças infundadas, sem nexo) de que está sendo perseguido, são exemplos destes sintomas.

Pesquisas recentes apontam que tais sintomas são mais comuns na população do que imaginávamos. Alguns cientistas acreditam que tais sintomas estão presentes de uma maneira espectral, ou seja, em um gradiente; algumas pessoas com muitos sintomas, outras com poucos, e também pessoas sem nenhum sintoma. Alguns falam que até um quarto da população geral já experienciou tais sintomas. Traduzindo: em pesquisas, 1 em cada 4 pessoas teria tido a experiência de “perda da realidade” pelo menos uma vez na vida.

O que isso quer dizer? Que não são só os ditos “loucos”, as pessoas com algum tipo de transtorno psicótico grave, que sofrem desses sintomas.

Observou-se que há uma grande parcela de pessoas que passaram por tais sintomas sem que tenham desenvolvido algum tipo de desadaptação.

Um exemplo típico dessa presença de sintomas como sendo uma ocorrência freqüente são as ditas “alucinações hipnagógicas”. Tais alucinações ocorrem antes de a pessoa pegar no sono, em um estado de consciência entre o “acordado” e o “dormindo”. Nessa transição acontece de algumas pessoas verem coisas ou ouvirem coisas irreais, como se fosse um “dormir acordado”. Sintomas psicóticos, alucinações hipnagógicas, que são inócuas, não fazem mal algum, e que acontecem numa parcela significativa da população.

Muitas vezes sintomas psicóticos ocorrem uma vez na vida do indivíduo e nunca mais tornam a aparecer. O dito popular “de médico e de louco todos tem um pouco”, vendo por este lado, tem seu fundo de verdade.
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