> Depressão
     > Pânico
     > Ansiedade
     > Bipolaridade
     > Álcool e Drogas
     > Esquizofrenia
     > Bulimia e Anorexia
     > TDAH
     > T.O.C.
     > Outros
     > Psiquiatria e Sociedade
     > Filosofia e saúde mental
     > Outros
      Outros
      Dissociação
      Dúvidas
      noticia
      Planos
      
Dezembro 2017
Novembro 2017
Outubro 2017
Setembro 2017
Agosto 2017
Julho 2017
Junho 2017
Maio 2017
Abril 2017
Março 2017
Fevereiro 2017
Janeiro 2017
   
07/10/2008
Sobre a psicoterapia
Psicoterapia, ”análise”, “terapia”, psicanálise. Para fins didáticos reuniremos todos esses termos (que são diferentes em sua concepção mas que no linguajar popular acabam adquirindo a mesma significação) sob a denominação bastante genérica de psicoterapia.

A psicoterapia nasceu ao final do século XIX na Europa com Joseph Breuer e Sigmund Freud. Pregavam a cura através da conversa, um novo método de tratamento para as disfunções da mente que desafiavam os clínicos da época. Chegaram a dividir algumas pacientes, a mais conhecida delas sendo Anna O. (um apelido para Bertha Pappenheim, para fins de publicação científica e sigilo médico). Freud desenvolveu então toda uma teoria envolvendo conceitos como consciente e inconsciente; ID, ego e superego; processo primário e secundário, repressão, etc. Com isso formulou mais de 20 volumes sobre o assunto, nascendo assim a psicoanálise. Depois de Freud vieram outros célebres psicoterapeutas como Lacan, Melanie Klein, Adler e Moreno entre muitos outros, novos conceitos se formularam, e hoje a psicoterapia é praticada amplamente em todo o mundo, promovendo inclusive congressos sobre o assunto, publicando, renovando sempre seus conceitos e suas linhas, conforme a humanidade, a cultura e a sociedade caminha.
 
Por que psicoterapia?
A psicoterapia tem muitas indicações, ainda mais nos dias de hoje onde a “coisificação” do mundo, dos ideais e da existência do ser humano prevalecem sobre qualquer outro parâmetro. Penso eu que justamente, e também por este motivo, ela seria importante tanto para pessoas com algum tipo de sofrimento psicológico ou algum transtorno psiquiátrico, como também para pessoas ditas “saudáveis”, ou adaptadas, em que pese que saúde e adaptação são conceitos muito relativos que variam conforme o referencial adotado.

Mas as indicações para a psicoterapia, ou melhor, as demandas clássicas que levam pessoas a procurarem algum tipo de ajuda psicoterápica são as seguintes:

- resolução de conflitos; geralmente a pessoa encontra-se em um impasse, seja ele consciente ou inconsciente, e procura “ajuda psicológica” para sua resolução, para sanar sua dúvida. Conflitos geram bastante angústia, que são traduzidos por ansiedade (e todos os sintomas corpóreos que podem acompanhá-la) ou até mesmo depressão. Envolvem relacionamentos pessoais (dúvidas conjugais, casamento em crise, problema com o pai ou com a mãe, com irmãos), problemas profissionais (dúvidas sobre carreira, infelicidade com atual situação profissional) entre muitos outros; os conflitos são tão numerosos quanto a diversidade humana.

- transtorno psiquiátrico; outra parte importante da procura à psicoterapia é originária dos transtornos psiquiátricos. A pessoa se trata medicamentosamente de algum distúrbio e procura a psicoterapia como forma de complementar o tratamento farmacológico. Virtualmente todos os transtornos psiquiátricos encontram alguma indicação para acompanhamento psicoterápico concomitante, e ambos os tratamentos acabam trabalhando em sinergia para a melhora do quadro.

- auto-conhecimento; uma outra parcela das pessoas que procuram a psicoterapia o fazem não por que estejam em alguma situação difícil ou que gere bastante incômodo, mas simplesmente como instrumento de auto-conhecimento, crescimento e enriquecimento pessoal; o fazem para elucidação de dúvidas sobre seu funcionamento mental, amadurecimento, etc.

Há diversas outras indicações mais técnicas e discutíveis de psicoterapia variando de uma linha de pensamento a outra, mas basicamente as mais comumente vistas na prática dos consultórios são essas. Não caberia citar outras indicações devido a sua complexidade teórica e à sua falta de consensualidade.
 
Individual ou em grupo?
Geralmente há um certo grau de preconceito contra as terapias em grupo. Com certeza a psicoterapia nasceu como sendo individual e tem um potencial de aprofundamento nas questões do paciente muito grande.

Entretanto quando a terapia em grupo é realizada de maneira competente, levando em conta uma linha teórica séria e sólida, o grupo de terapia e seus integrantes podem realizar um trabalho psicoterápico algumas vezes mais fundo e mais rico do que a terapia individual, segundo alguns terapeutas e teóricos.

Entretanto outros casos se beneficiam mais da psicoterapia individual, seja por demanda do paciente ou por fatores técnicos. Um fator importante que acaba influenciando a escolha do paciente são os preços, sendo que os da psicoterapia em grupo geralmente são muito mais baixos do que os da sessão individual.
 
Considerações
Enfim, a psicoterapia tem indicações para qualquer pessoa com algum tipo de sofrimento, de angústia psicológica, seja ela solidão, ansiedade, depressão, ou simplesmente angústia inespecífica.

Hoje em dia, devido às pressões do mundo globalizado e acelerado, há uma grande pressão por resultados imediatos. Cabe dizer que alguns resultados mais superficiais e simples podem até ser conseguidos a curto prazo, mas mudanças duradouras e mais profundas vêm com o decorrer da terapia, segundo a grande maioria das linhas de pensamento em psicoterapia.
Voltar ]
Psiq - Todos os direitos reservados - Dr. Alexandre Loch - Tels.: 11 3881-2009 - alexandre.loch@usp.br