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07/10/2008
Imunidade e Estresse

É sabido que o sistema auto-imune e o sistema nervoso central estão envolvidos em complexos mecanismos de auto-regulação. A cada dia surgem mais e mais artigos e descobertas sobre a interação entre estes dois sistemas, e a crença popular de observações empíricas de que o “estresse abaixa a resistência do corpo” ganha força com inúmeras comprovações científicas.

Hoje tem-se boa idéia de que o estado psíquico da pessoa pode interferir em diversas patologias. Um estudo com pacientes com câncer revelou que o grupo de pacientes submetido a intervenções psicológicas como manejo do estresse, educação sobre saúde e esquemas de resolução de problemas apresentou resposta imunológica superior ao grupo sem intervenção, além de apresentar níveis menores de estresse.

Outro estudo selecionou uma amostra de alunos de medicina que foram vacinados contra hepatite B durante o período de provas em suas faculdades. Os alunos que demonstravam menor nível de estresse apresentavam melhor resposta à vacina do que aqueles mais estressados. Outro estudo injetou experimentalmente vírus da gripe em voluntários sadios. A taxa de “conversão” para gripe foi maior naqueles com grau maior de estresse.

Fato conhecido da população geral é a eclosão de herpes labial quando o indivíduo apresenta alguma fase de estresse. O vírus fica alojado no ser humano e geralmente não se manifesta. Quando há alguma fase de estresse as defesas do organismo diminuem e há a oportunidade para o vírus se multiplicar e gerar o quadro clínico. Outros estudos associam também a progressão do HIV e o estado psíquico. Pacientes com depressão demonstraram uma taxa maior de progressão da doença relacionada ao HIV do que pacientes normais (queda maior de CD4, maior número de doenças oportunistas, etc.).

Desta maneira, hoje possui-se um corpo razoável de evidências de que o estado psíquico do indivíduo altere sua resposta imune diminuindo esta em casos de estresse, depressão, ansiedade. Assim o tratamento destes transtornos psíquicos deve ser buscado não só em pacientes com algum tipo de doença clínica mas também nos indivíduos saudáveis para prevenir que alterações psiquiátricas diminuam a imunidade e acarretem outras patologias (susceptibilidade maior a resfriados, piora de alergias, etc.).

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